Onze mortes em travessias para Ceuta ligadas a tráfico de pessoas e desinformação, diz Marrocos
O Ministério do Interior do Marrocos informou neste domingo que 11 pessoas morreram ao tentar cruzar a fronteira para a cidade autônoma espanhola de Ceuta. Segundo o órgão, dez vítimas faleceram afogadas e uma caiu de uma área rochosa entre a cidade marroquina de Fnideq e Ceuta.
Em contraponto, a Espanha registrou pelo menos 72 mortes relacionadas às travessias recentes, envolvendo mais de 60 mil migrantes, a maioria devolvida pelo país vizinho.
Motivos das travessias e papel das redes sociais
De acordo com o porta-voz do Ministério do Interior marroquino, Rachid El Khalti, as travessias foram resultado da combinação de diversos fatores. Entre eles, destacou a exploração maliciosa de plataformas digitais, a propagação de informações enganosas, atuação de redes criminosas de tráfico de seres humanos e interpretações equivocadas de normas legais e administrativas. Isso teria gerado uma falsa impressão de que a entrada no território europeu poderia ocorrer facilmente e sem consequências legais.
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